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A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da densidade óssea e aumento da fragilidade dos ossos, o que eleva o risco de fraturas. Esta condição é especialmente comum entre os idosos, mas pode afetar indivíduos de todas as idades. A fratura de quadril aumenta muito a morbi-mortalidade desses indivíduos. Neste artigo, exploramos as causas, sintomas, tratamentos e o momento certo para procurar um médico para tratar a osteoporose.

O que é Osteoporose?

É uma doença onde os osso tornam-se mais porosos por perderem sua matriz mineral de cálcio e assim suscetíveis à fraturas.  A densidade mineral óssea atinge seu picos e começa a diminuir gradualmente com a idade. O estágio anterior da doença é a osteopenia, onde já ocorreu uma desmineralização significativa dos ossos.

Causas da Osteoporose

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da osteoporose, incluindo:

Sintomas da Osteoporose

A osteoporose é frequentemente chamada de “doença silenciosa” porque pode progredir sem sintomas até que ocorra uma fratura. No entanto, alguns sinais podem indicar a presença da doença:

Diagnóstico

A osteoporose é diagnosticada por meio de exames que medem a densidade óssea, como a densitometria óssea (DEXA). Este exame é rápido, indolor e pode avaliar o risco de fraturas.

Tratamento da Osteoporose

O tratamento da osteoporose visa fortalecer os ossos e prevenir fraturas. As abordagens incluem:

  1. Mudanças no Estilo de Vida:
    • Dieta Rica em Cálcio e Vitamina D: Inclui laticínios, vegetais de folhas verdes, peixes gordurosos e alimentos fortificados.
    • Exercício Físico: Atividades de levantamento de peso e exercícios de fortalecimento muscular.
    • Parar de Fumar: O tabagismo reduz a massa óssea.
    • Limitar o Consumo de Álcool: O consumo excessivo de álcool pode enfraquecer os ossos.
  2. Medicações:
    • Suplementos de Cálcio e Vitamina D: Garantem a ingestão adequada desses nutrientes essenciais.
    • Bifosfonatos: Ajudam a prevenir a perda de massa óssea (angentes anti-reabsortivos).
    • Terapia de Reposição Hormonal: Para mulheres na pós-menopausa, ajuda a manter os níveis hormonais.
    • Teriparatida: Um agente anabólico, hormônio sintético que estimula a formação óssea.

Quando Procurar um Médico

É fundamental procurar um médico se você:

Conclusão

A osteoporose é uma condição séria que pode levar a fraturas debilitantes e impactar significativamente a qualidade de vida. A fratura de quadril aumenta a morbimortalidade de idosos. Mudanças no estilo de vida e tratamentos médicos podem ajudar a fortalecer os ossos e prevenir complicações. Se você suspeita que pode ter osteoporose ou está em risco, consulte um médico para uma avaliação completa e orientação adequada.

Dislipidemia é um termo que se refere a níveis anormais de lipídios (gorduras) no sangue, incluindo colesterol e triglicerídeos. O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, que são a principal causa de morte no mundo. Neste artigo, vamos explorar as causas, sintomas, tratamentos e o momento adequado para procurar um médico para tratar dislipidemias e colesterol elevado.

O que é Colesterol?

O colesterol é uma molécula gordurosa presente em todas as células do corpo e é essencial para a produção de hormônios, vitamina D e substâncias que ajudam na digestão dos alimentos. O colesterol é transportado pelo sangue por lipoproteínas, que podem ser de dois tipos principais:

  1. Lipoproteína de Baixa Densidade (LDL): Conhecida como “colesterol ruim”, o LDL pode se acumular nas paredes das artérias e formar placas, levando à aterosclerose.
  2. Lipoproteína de Alta Densidade (HDL): Conhecida como “colesterol bom”, o HDL ajuda a remover o colesterol LDL das artérias.

Causas de Dislipidemias

Dislipidemias podem ser causadas por fatores genéticos, estilo de vida ou uma combinação de ambos. As causas incluem:

Sintomas de Dislipidemias

Dislipidemias geralmente não causam sintomas diretos, mas podem levar a doenças graves. Sinais de complicações incluem:

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por meio de exames de sangue que medem os níveis de:

Tratamento de Dislipidemias

O tratamento depende da causa e dos níveis específicos de lipídios no sangue. As opções incluem:

  1. Mudanças no Estilo de Vida:
    • Dieta Saudável: Aumentar o consumo de frutas, vegetais, grãos integrais e reduzir gorduras saturadas e trans.
    • Exercício Regular: Pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica moderada por semana.
    • Perda de Peso: Redução do peso corporal para melhorar os níveis de colesterol.
    • Parar de Fumar: O tabagismo reduz o HDL e aumenta o risco de doenças cardíacas.

  1. Medicações:
    • Estatinas: Reduzem a produção de colesterol no fígado.
    • Fibratos: Reduzem os triglicerídeos e podem aumentar o HDL.
    • Inibidores da Absorção de Colesterol: Reduzem a absorção de colesterol no intestino.
    • Niacina: Pode aumentar o HDL e reduzir o LDL e triglicerídeos.

Quando Procurar um Médico

É importante consultar um médico se você:

Conclusão

Dislipidemias e colesterol elevado são condições sérias que requerem atenção médica. Mudanças no estilo de vida e, em alguns casos, medicamentos, podem ajudar a controlar os níveis de lipídios no sangue e reduzir o risco de complicações graves. Se você suspeita que pode ter problemas com colesterol, não hesite em procurar um médico para uma avaliação completa e orientação adequada.

A tireóide é uma glândula em forma de borboleta localizada na base do pescoço que desempenha um papel crucial na regulação do metabolismo do corpo. Diversas doenças podem afetar a tireóide, impactando negativamente a saúde e a qualidade de vida. Este artigo irá explorar as principais doenças da tireóide, suas causas, sintomas, tratamentos e o momento certo para procurar um endocrinologista.

Principais Doenças da Tireóide

  1. Hipotireoidismo
    • Causa: Ocorre quando a tireóide não produz hormônios tireoidianos suficientes. As causas comuns incluem a tireoidite de Hashimoto, uma condição autoimune, e a deficiência de iodo.
    • Sintomas: Fadiga, ganho de peso, constipação, pele seca, sensibilidade ao frio, depressão e fraqueza muscular.
    • Tratamento: Administração de hormônios tireoidianos sintéticos, geralmente em forma de comprimidos diários.
  2. Hipertireoidismo
    • Causa: Resulta da produção excessiva de hormônios tireoidianos. A doença de Graves é uma causa comum, além de nódulos tireoidianos hiperfuncionantes.
    • Sintomas: Perda de peso, ansiedade, insônia, tremores de extremidades, sudorese excessiva, aumento do apetite, palpitações e intolerância ao calor.
    • Tratamento: Medicamentos antitireoidianos, terapia com iodo radioativo e, em casos graves, cirurgia para remover parte ou toda a tireóide.
  3. Tireoidite
    • Causa: Inflamação da tireóide que pode ser causada por infecções virais, bactérias ou autoimunidade (como na tireoidite de Hashimoto).
    • Sintomas: Dor no pescoço, inchaço, febre e sintomas de hipo ou hipertireoidismo, dependendo da fase da inflamação.
    • Tratamento: Anti-inflamatórios, analgésicos e, em alguns casos, hormônios tireoidianos sintéticos.
  4. Nódulos Tireoidianos
    • Causa: Crescimentos anormais de células dentro da tireóide. Podem ser benignos ou malignos.
    • Sintomas: Muitas vezes são assintomáticos, mas podem causar dificuldade para engolir, rouquidão e dor no pescoço.
    • Tratamento: Monitoramento, biópsia para determinar malignidade, cirurgia ou tratamento com iodo radioativo, dependendo do caso.
  5. Câncer de Tireóide
    • Causa: Desenvolvimento de células malignas na tireóide. Os fatores de risco incluem história familiar, exposição à radiação e algumas síndromes genéticas.
    • Sintomas: Caroço no pescoço, dificuldade para engolir, rouquidão persistente e dor no pescoço.
    • Tratamento: Cirurgia, terapia com iodo radioativo, radioterapia externa e, em alguns casos, quimioterapia.

Quando Procurar um Endocrinologista

É essencial procurar um endocrinologista ao perceber os seguintes sinais e sintomas:

A detecção precoce e o tratamento adequado das doenças tireoidianas podem prevenir complicações graves e melhorar significativamente a qualidade de vida. Ao notar qualquer um dos sintomas mencionados, é crucial agendar uma consulta com um endocrinologista para uma avaliação detalhada.

Conclusão

Doenças da tireóide são comuns e podem ter um impacto significativo na saúde geral. Entender as causas, sintomas e tratamentos disponíveis é vital para a gestão eficaz dessas condições. Se você suspeita que pode ter um problema de tireóide, não hesite em procurar um endocrinologista para obter o diagnóstico e o tratamento adequados.

Nesse artigo você irá descobrir como r

O que é o Exame de Bioimpedância?

O exame de bioimpedância é uma técnica avançada utilizada para avaliar a composição corporal. Ele mede a quantidade de gordura, músculos, ossos e água no corpo, oferecendo uma análise detalhada e precisa do seu estado de saúde. Avalia também a distribuição de gordura e músculos nos segmentos do corpo.

Para Que Serve o Exame de Bioimpedância?

O exame de bioimpedância é essencial para:

Benefícios do Exame de Bioimpedância

Os principais benefícios incluem:

Principais Marcas e Aparelhos de Bioimpedância do Mercado

Algumas das marcas e aparelhos mais reconhecidos incluem:

Diferença Entre Aparelhos Caseiros e Profissionais

Como se Preparar para o Exame de Bioimpedância?

Para garantir resultados precisos, siga estas orientações:

  1. Jejum: Evite comer por pelo menos 4 horas antes do exame.
  2. Hidratação: Beba água normalmente, mas evite excesso de líquidos 2 horas antes do exame.
  3. Exercícios: Evite atividades físicas intensas 12 horas antes do exame.
  4. Alcool: Não consuma bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem o exame.
  5. Vestuário: Use roupas leves e evite usar objetos metálicos.

Frequência do Exame de Bioimpedância

A frequência ideal depende de seus objetivos e necessidades:

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obesidade é uma doença crônica, caracterizada pelo acúmulo de gordura corporal e pode acarretar graves problemas de saúde e levar até à morte.

Atualmente afeta um número elevado de pessoas por todo o mundo, porém, opção por uma rotina alimentar saudável e a prática de exercícios físicos podem contribuir com a prevenção e tratamento.

Quantas pessoas tem obesidade no Brasil?

Segundo dados do IBGE, o Brasil tem cerca de 27 milhões de pessoas consideradas obesas. Somando o total de indivíduos acima do peso, o montante chega a quase 75 milhões.

Como sei se sou obeso?

A obesidade é diagnosticada através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). Ele é feito da seguinte forma: divide-se o peso (em Kg) do paciente pela sua altura (em metros) elevada ao quadrado. De acordo com o padrão utilizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando o resultado fica entre 18,5 e 24,9 kg/m2, o peso é considerado normal. Entre 25,0 e 29,9 kg/m2, sobrepeso, e acima deste valor, a pessoa é considerada obesa.

Quais os níveis de Obesidade?

Conforme a magnitude do excesso de peso pode-se, de acordo co o IMC, classificar o grau de obesidade do paciente em:

– obesidade leve (classe 1 – IMC 30 a 34,9 kg/m2),

– moderada (classe 2 – IMC 35 a 39,9 kg/m2) e

– grave ou mórbida (classe 3 – IMC ≥ 40 kg/m2). Essa classificação é importante na escolha do tipo de tratamento, quando deve ser clínico ou cirúrgico.

Obesidade provoca outros problemas?

A obesidade é fator de risco para uma série de doenças. O obeso tem mais propensão a desenvolver problemas como hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, além de problemas físicos como artrose, pedra na vesícula, artrite, cansaço, refluxo esofágico, tumores de intestino e de vesícula.

A obesidade pode, também, mexer com fatores psicológicos, acarretando diminuição da autoestima e depressão

O que faz com que eu ganhe peso?

São muitas as causas do ganho de peso. Em uma pessoa geneticamente predisposta, os maus hábitos alimentares e sedentarismo precipitarão o desenvolvimento da obesidade. Algumas disfunções endócrinas também podem levar ao ganho de peso. Por isso, na hora de pensar em perder peso, procure um especialista.

Quando realizar um tratamento?

Para o tratamento, médicos podem usar fatores de risco e outras doenças para terem a noção da gravidade da situação do paciente. Por exemplo, apnéia do sono, diabetes mellitus tipo 2 e arteriosclerose são doenças que indicam a necessidade de uso de medicamentos da obesidade já em pacientes com sobrepeso (IMC 25 – 29,9 kg/m2).

Como se prevenir da obesidade?

A prevenção contra a obesidade passa pela conscientização da importância da atividade física e da alimentação adequada. O estilo de vida sedentário, as refeições com poucos vegetais e frutas, além do excesso de alimentos ricos em gordura e açúcar precipitam o aumento do número pessoas obesas, em todas as faixas etárias, inclusive crianças.

Como ficam os hormônios sexuais no obeso?

A obesidade pode interferir no relacionamento sexual. Ela está relacionada à redução da testosterona, o que pode levar a redução de libido e a problemas de ereção nos homens. Já nas mulheres, existe uma redução dos níveis de hormônio feminino e aumento no nível dos masculinizantes. As mulheres podem apresentar aumento de pêlos, irregularidade menstrual e infertilidade. As chances de todos esses problemas se resolverem, com uma perda de peso na ordem de 10%, são bem grandes.


Dra. Aline Klatchoian, é especialista no tratamento de Obesidade, agende uma consulta aqui.

O que é diabetes?

Diabetes é uma doença que ocorre quando nosso corpo não consegue produzir um hormônio chamado insulina, ou produz em quantidade insuficiente.

A insulina é um hormônio muito importante, pois é o responsável por permitir que o açúcar, ou mais mais conhecido como glicose, presente no sangue, entrem em nossas células em níveis adequados.

Podemos dizer que a glicose, que é o açúcar que obtemos através do consumo de alimentos, é o combustível que faz as células do nosso corpo funcionar.

Dessa forma, quando a pessoa tem diabetes, as células do corpo não recebem corretamente a quantidade adequada de glicose para funcionar, ficando essa glicose retida no sangue, causando o que conhecemos como hiperglicemia, também conhecido, como alta concentração de açúcar no sangue.

Permanecendo esse quadro por muito tempo, poderá haver danos a órgãos, vasos sanguíneos e nervos.

Caso a pessoa tenha alguns desses sintomas, o que deve fazer?

É recomendado fazer o exame de glicemia de jejum para verificar a taxa de açúcar no sangue, se também existirem casos de diabetes na família. Caso seja diagnosticado diabetes ou pré-diabetes, o tratamento deve ser iniciado para controlar a doença e evitar suas complicações.

Por que o endocrinologista é considerado o especialista em tratar diabetes?

O endocrinologista é um médico com formação específica que faz o diagnóstico e trata as doenças que afetam as glândulas. São profissionais treinados para diagnosticar e tratar os desequilíbrios hormonais e cuidam de muitas condições, entre elas o diabetes.

Então, a recomendação é: se você ainda não tem diagnóstico de diabetes e quer fazer exame para avaliação, pode consultar um médico. Mas, se já tem diagnóstico e quer fazer acompanhamento, o especialista nesta doença é o endocrinologista.

Como é o tratamento do diabetes?

O tratamento é feito de acordo com a orientação do endocrinologista e normalmente envolve o uso de medicamentos que ajudam a diminuir a concentração de glicose no sangue, como comprimidos ou injeções, e aplicação de insulina sintética em alguns casos. No entanto, é importante ter uma dieta adequada e praticar atividades físicas periódicas.

Diabéticos podem ter problemas cardiovasculares?

Sim. O paciente do diabetes corre duas vezes mais risco de ter um infarto do miocárdio e a razão é que o aumento dos níveis de glicose no sangue, juntamente ao colesterol e à pressão arterial, promove a formação de placas de colesterol que entopem as artérias. Então é muito importante que a pessoa siga um programa de prevenção, que inclui alimentação saudável, atividade física, eliminando o hábito de fumar, fazendo exames periódicos e usando medicações preventivas que devem ser prescritas pelo médico.

Como o diabetes pode afetar os rins?

O diabetes pode causar um tipo de complicação denominada nefropatia diabética que é  uma alteração nos vasos sanguíneos dos rins, que leva à perda de proteína por meio da urina. Os rins funcionam como filtros no corpo humano e têm a função de eliminar, pela urina, as substâncias provenientes do metabolismo que não têm mais utilidade e, ao mesmo tempo, precisa manter outros elementos que não devem ser descartados, como as proteínas. A nefropatia diabética, porém, faz com que o órgão perca a capacidade de filtrar adequadamente essas substâncias, ocasionando redução progressiva da função renal, até a paralisação total.

É importante saber que esse quadro é controlável e existem exames para detectar o problema ainda no início.

A nefropatia diabética não costuma apresentar sintomas. Muitos pacientes, no entanto, notam que a urina passa a ficar espumosa. Caso perceba alterações em sua urina, relate ao seu médico endocrinologista.

Quais são os cuidados que a pessoa com diabetes precisa ter no seu cotidiano?

• Pratique atividade física

Faz parte do tratamento não farmacológico, aquele que vai além dos remédios. O exercício auxilia no ajuste do controle glicêmico e reduz a dose necessária de insulina e medicamentos orais, além de diminuir o percentual de gordura e aumentar a massa magra. Mas não se deve começar a prática sem antes consultar o médico para orientar quanto ao tipo de exercícios que devem e podem ser feitos.

• Faça boa higiene bucal

Embora pareça muito simples, a recomendação de higiene bucal após cada refeição para diabéticos é fundamental. Isso porque eles estão mais sujeitos à periodontite, doença que ataca gengivas, dentes e suportes dentários. Muitas vezes indolor, ela pode levar a infecções generalizadas.

• Não fume

Diabéticos diabéticos que fumam multiplicam em até cinco vezes o risco de ter um infarto. As substâncias presentes no cigarro ajudam a criar acúmulos de gordura nas artérias, bloqueando a circulação. Consequentemente, o fluxo sanguíneo fica mais e mais lento, até o momento em que a artéria entope.

• Consulte o oftalmologista

O principal sintoma de problemas oculares relacionados ao diabetes é a visão borrada. Mas é importante que pacientes com diabetes façam consultas regulares a um oftalmologista especializado em retina, independentemente de estarem com algum problema na visão, para prevenir ou diagnosticar o problema precocemente.

• Cuide da pele

A pessoa com diabetes pode desenvolver uma chamada neuropatia diabética, que afeta os nervos de diversas partes do corpo, incluindo os do sistema nervoso autonômico, que controlam a produção de suor e de sebo. Assim, a pele vai progressivamente ficando mais seca, provocando rachaduras. Por isso, é fundamental que o diabético hidrate bem sua pele, principalmente nos membros inferiores, mais propensos a este problema.

Devem haver cuidados também quanto à alimentação?

Sim. E os itens mais recomendados na dieta são fibras, minerais e frutas. Ainda assim, tudo em quantidade regulada. Verduras e legumes são muito bem-vindos em quantidade liberada, exceto pela família dos tubérculos, como batata, cenoura e mandioquinha. Açúcar e massas, por conterem muitos carboidratos, devem ser evitados.

E o consumo de álcool?

Não é proibido, mas deve ser feito de forma equilibrada. Primeiro porque bebidas alcoólicas têm muitas calorias, que, além de contribuir para o aumento de peso, elevam o nível de glicemia. A outra razão é por que o álcool aumenta os riscos de o diabético ter exatamente o efeito contrário: hipoglicemia, que é a diminuição do nível de glicose no sangue. Isso acontece devido ao corpo estar tão ocupado, processando o álcool, que não se dedica a produzir ou liberar insulina.

Mas, caso a pessoa seja autorizada pelo nutricionista a beber, é melhor optar pelo vinho tinto. Estudos apontam que, por conter flavonóides, a bebida tem ação antioxidante e pode prevenir problemas cardiovasculares.

Quando se torna necessária a aplicação de insulina?

Quando o organismo do paciente já não consegue mais o hormônio, é o caso de passar a fazer a aplicação da insulina. As insulinas são injetáveis (em forma de seringas ou canetas) e existem diversos tipos no mercado. Elas se diferenciam pelo tempo em que ficam ativas no corpo, pelo tempo que levam para começar a agir e de acordo com a situação do dia em que elas são mais eficientes. O esquema de administração vai depender, portanto, de uma série de fatores, como peso, dieta e nível de atividade física. Não há uma dose padrão. O endocrinologista é o profissional que irá prescrever tanto o tipo de insulina quanto sua dose.

Há como medir a glicemia no dia a dia?

Sim. Existem medidores que envolvem picada no dedo, feita pelo próprio paciente, que põe a gotinha de sangue no medidor para saber. Há entretanto, atualmente, equipamentos mais modernos que dispensam as picadas e valem a pena ser pesquisados. Os dois horários mais importantes do dia para verificar os níveis de glicose no sangue, independentemente do tipo de diabetes e qualquer circunstância, são pela manhã, em jejum e a noite, antes de dormir.

Diabetes tem cura?

Não, o diabetes não tem cura. O que pode acontecer é que a pessoa passe a apresentar, durante ou depois de um tratamento, níveis controlados de açúcar no seu sangue, que podem até serem níveis normais. Mas, uma vez que a pessoa já foi diagnosticada com diabetes, ela será sempre diabética e precisará ter para sempre cuidados e monitoramento regulares.